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Informe Phorte Nº 26
 
Editorial
O grande desafio de nossa profissão

O Brasil será sede dos maiores fenômenos Socioculturais do Planeta. A Copa do Mundo e as Olimpíadas são a maior peça de publicidade que um país poderia desejar, com todas as suas potencialidades, oportunidades, reveses e custos. Entretanto, alguns fatos são conflitantes entre a fala, o investimento e a realidade da prática esportiva e o posicionamento das Secretarias de Esporte e de Educação, das Escolas de Ensino Fundamental e Médio e da formação dos profissionais de Educação Física, coroada pela falta de uma Política Nacional de Esporte e Atividade Física.
De um lado, temos o Governo, o COB, as Confederações, a mídia e a indústria de entretenimento e espetáculo, em conjunto com as construtoras responsáveis por tornar viável a infraestrutura esportiva necessária e outros fatores relacionados a uma adequada execução. Ademais, temos poucos centros de treinamento e clubes que trabalham com iniciação esportiva, aperfeiçoamento e treinamento de atletas, que enfrentam problemas como falta de equipamento e estrutura adequada. De outro, encontramos Escolas e Secretarias de Educação avessas em propor modelos de prática de esportes, em que seja possível a todos os alunos desenvolver uma cultura de atividade física e esporte adequada, dando vazão à Educação Física como instrumento de integração e condições àqueles que estão acima da média para desenvolver seu potencial.
Não defendo que a Educação Física Escolar seja calcada apenas na prática esportiva competitiva. Conseguimos nesta, nos últimos trinta anos, avanços interessantes, mas o que se verifica é um crescente desinteresse pelas propostas apresentadas. Competição e talento individual não fazem mais parte dessa vivência, e não capacitar as pessoas pelo desafio tem como argumento: “Não podemos valorizar as diferenças, pois as pessoas se sentirão desvalorizadas, ficarão traumatizadas.
A escola tem, entre outras, a função de preparar as pessoas para o mundo do trabalho. Se uma pessoa não tiver a capacidade de lidar com desafios, derrotas e frustrações, será um profissional que, no primeiro revés, desistirá. Independentemente do potencial que se tenha, ensinar as pessoas a conviver com suas eventuais limitações e buscar superação deve ser objeto de ação nas escolas.
Ante uma política de inclusão, penso a inclusão de todos, sem exceção, estimulando aqueles com dificuldades e gerando desafios àqueles acima da média. Caso contrário, sempre haverá exclusão de quem tem potencial, fato observado há muito nas práticas escolares.
Este é o momento ideal para o Governo propor ações abrangentes e desenvolver a Educação Física, as Ciências Esportivas e o Esporte Brasileiro e dar um salto qualitativo.
Surgem algumas boas ações, como a proposta do COB e da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Recreação de São Paulo, que alinha estratégia conjunta para a formação de atletas visando às Olimpíadas. Se a busca é por talentos, é necessário estimular a quantidade, e isso somente será possível com o engajamento das Secretarias de Educação e das escolas.
Outro fator que merece atenção é o orçamento de 2010 (em fase de definição).
A maioria dos Estados fixa valores inferiores a 0,1% do orçamento para os gastos de manutenção das Secretarias de Esporte, restando para cada município menos de R$ 4.000,00 para desenvolver ações de fomento junto à população, causando a exclusão de muitos por falta de políticas públicas.
A Phorte Editora continuará na busca de excelência de suas publicações, de autores nacionais e internacionais, e apresentando, gratuitamente, palestras ao vivo pela PhorteTV, com os maiores especialistas da Saúde, do Esporte e da Educação Física.
Reforçamos, aqui, nosso compromisso e apoio nessa grande empreitada.
Convido a todos a acessar nossa programação gratuita de palestras e programas ao vivo no site: www.phortetv.com.br.

Phorte Abraço,
Fabio Mazzonetto
 
 
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